Um sorriso ao vento eu percebi, um brilho escondido eu descobri.
Pensando que tinha encontrado o que procurava, nada mais entusiasmado que um coração saudoso.
Era de longe uma sombra, de perto um sonho. A noite continuou a passar e o tempo pensei ter parado, porque lembrei, porque esperei.
Mas, ele não parou, ele continuou a me mostrar que um fim pode se esconder dentro de um começo, dentro de um eterno apreço contido e refletido em palavras, em canções, em sensações guardadas esperando a serem despertadas.
Que limite eu poderia tracejar para encontrar teus olhos novamente aos meus, ou tua presença ao meu redor a me cercar de esperança e vida, que limite poderia me fazer exagerar no meu lamento a ponto de esquecer todo descontentamento de não mais te ter.
Possivelmente se diria o tempo, as circunstâncias, as catedrais da solidão, as novas canções entoadas rumo a um novo começo, possivelmente...caso todas elas fossem maior que um amor, que um momento eternizado, que um sonho encantado ou um amor de sobremaneira desejado.