quarta-feira, abril 23, 2008

Poeta, Poetinha...

Poeta, poetinha, louvável malícia sai da tua boca, pois quando falas
Desdobra-se no que estás fadado a não ter.
Poeta, contra ti balança as cadeias, contra ti geme certos grilhões,
Que não deixaram com que tu vivas o que falas.

Palavras poderiam ser ditas em demagogia de sentimentos, porém,
De ti ouço mais que palavras; de ti me impressiono mais, um pouco mais sempre,
Porque todo dia é dia de te descobrir, todo dia eu te acho e ao mesmo tempo te perco.
Muito mais que a ironia de estar ligado a ti, é a de estar perto de ti sem te tocar, apenas te sentindo em meu coração.

Fala coração, de todas as tuas dores que a maior delas é saber, que deverás viver, por não viver, mas sentir aquilo que nunca teve como sentir; e eu continuo sempre a imaginar que um dia, o poeta deixará de ser poeta, e as palavras deixarão de ser palavras, e de mim um amante por ti serei, de longe ou de perto no teu coração, onde sempre estarei.

domingo, abril 13, 2008

Talvez você venha saber, que um dia uma porta se abriu diante dos seus olhos.
Que por maior que fosse o desafio de atravessar, era apenas um passo.
E diante de tudo isso, eu preferi te levar guardada dentro de mim,
Aonde ninguém além de mim iria te cobiçar, pois no meu mundo,
Sempre existirá somente você e eu.

Eu vou ser alguém que fale, que clame aos portões do teu coração,
Mas com suavidade quero te dizer, com delicadeza expressar, que você é,
E que não deixará de ser, porque por maior que seja o tempo, ou a distância,
Tudo um dia se ligou, e tudo um dia volta a se cruzar.

E na volta que a vida der quero te reencontrar, sorrindo pra mim,
Dizendo que sente falta de mim, se preocupando com meus medos,
Confrontando os meus desejos, me levando a te querer mais, te desejando,
Um segundo a mais.

Quem sabe mais uma chance é tudo que nos foi tirado,
Quem sabe uma vida é tudo que alguém nos deve,
Ou quem sabe ainda mais, tudo que eu preciso é simplesmente te reencontrar.