quarta-feira, abril 23, 2008

Poeta, Poetinha...

Poeta, poetinha, louvável malícia sai da tua boca, pois quando falas
Desdobra-se no que estás fadado a não ter.
Poeta, contra ti balança as cadeias, contra ti geme certos grilhões,
Que não deixaram com que tu vivas o que falas.

Palavras poderiam ser ditas em demagogia de sentimentos, porém,
De ti ouço mais que palavras; de ti me impressiono mais, um pouco mais sempre,
Porque todo dia é dia de te descobrir, todo dia eu te acho e ao mesmo tempo te perco.
Muito mais que a ironia de estar ligado a ti, é a de estar perto de ti sem te tocar, apenas te sentindo em meu coração.

Fala coração, de todas as tuas dores que a maior delas é saber, que deverás viver, por não viver, mas sentir aquilo que nunca teve como sentir; e eu continuo sempre a imaginar que um dia, o poeta deixará de ser poeta, e as palavras deixarão de ser palavras, e de mim um amante por ti serei, de longe ou de perto no teu coração, onde sempre estarei.

Um comentário:

Anônimo disse...

E precisa comentar alguma coisa!?
;D