domingo, dezembro 15, 2013

Noite que vagueia, insensata cadeia.
Passo apertado, um amor calçado,
nessa noite que não passou, onde tudo ficou,
claro, desarmado, coração obstinado.

Eu penso com o tempo, e mudo com o vento.
Encontro em teus olhos, a cura para o meu relógio,
que há tempos eu insisto em dizer, para por você.

Não me descubro, não me descuido.
Por um segundo que seja, você tem sido essa estrela,
tão pequena, tão longe, que não me espera, que não se espera,
nada além do seu brilho.

Ah, coração! Descontente, insistente.
Não te reclames, não apanhes mais nada.
Apenas espera a beira dessa estrada, a chegada,
nessa estrada, de um coração vindo dessa jornada.

Vinicius Lima.

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